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Energia a partir do lixo eleva potencial elétrico, mas não descarta hidreléticas

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Para especialistas consultados pelo G1, maior benefício é o ambiental. Aterro sanitário de Guatapará (SP) gera 4,2 megawhatt/hora de energia.

Motogeradores transformam gás liberado de lixo eme enrgia elétrica, em Guatapará (SP) (Foto: Felipe Turioni/G1)O morador de Guatapará (SP) Augustinho Yoshinaga não sabia, mas o lixo que ele e a família produzem dentro de casa ajuda, desde maio deste ano, na geração de energia elétrica distribuída a partir do aterro sanitário da cidade. “Pra mim isso é novidade, e é excelente poder conseguir fazer energia principalmente a partir do lixo, que não tem serventia nenhuma e só polui o ambiente”, afirmou o administrador de 36 anos. Esse tipo de geração de energia pode ajudar a aumentar o potencial elétrico no Brasil, segundo especialistas em bioenergia consultados pelo G1. Entretanto, a eficácia é pequena e não deve reduzir a dependências das hidrelétricas.

O anúncio sobre a primeira usina do interior de São Paulo a gerar energia a partir do lixo foi feito no mês passado. O aterro de Guatapará, na região de Ribeirão Preto (SP), gera força elétrica com a matéria orgânica recolhida de 20 cidades. A planta tem capacidade para gerar 4,2 megawatts de energia, suficiente para abastecer uma cidade com 18 mil habitantes. A energia gerada no aterro já passou a abastecer a subestação de Pradópolis (SP), a 15 quilômetros de Guatapará, e de lá é distribuída para o restante do Brasil.

A energia gerada pela usina de biogás do aterro sanitário de Guatapará é obtida a partir do gás metano liberado pelo lixo orgânico em decomposição. (Veja no infográfico abaixo)Infográfico energia a partir do lixo (Foto: Arte/G1)

 

A matéria-prima é distribuída por mangueiras instaladas em todo o Centro de Gerenciamento de Resíduos (CGR) e levada para dutos de captação do gás, onde passa por processo de limpeza, resfriamento e queima em motogeradores. Depois disso, a energia é gerada para a distribuidora.

Eficácia
De acordo com o pesquisador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel) Guilherme Dantas, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a geração de energia a partir do lixo não vai resolver o problema no setor elétrico brasileiro. “Aproveitar o recurso de resíduos sólidos urbanos é uma coisa bem pertinente e faz parte da solução, mas não podemos deixar de manter em mente que é uma coisa marginal”, disse.

Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), apenas 0,73% da energia distribuída atualmente pelo Sistema Interligado Nacional (SIN) é gerada a partir de compostos orgânicos, que incluem, além do lixo, bagaço de cana-de-açúcar e resíduos de celulose. Para o especialista em otimização do sistema energético José Luz Silveira, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), de Guatapará (SP), o biogás ainda é muito pouco explorado no Brasil.

“Em países como a Alemanha o biogás é muito presente e temos que pensar nisso”, comentou. De acordo com Silveira, além dos resíduos de lixo orgânico, investimentos deveriam ser feitos em outras áreas, como no tratamento de esgoto. “O tratamento de esgoto na Inglaterra, por exemplo, usa estruturas gigantes utilizando o próprio biogás de resíduos humanos para gerar energia para os ingleses”.

Potencial de combustão
Para gerar bioenergia a partir do lixo, as usinas utilizam o gás gerado na decomposição dos resíduos orgânicos – o metano. Entretanto, o potencial de geração é menor que o de outros gases. “Por mais que a gente tenha resíduo sólido urbano, não é suficiente, e, ao mesmo tempo, quando você compara com gás natural, a queima do lixo é pior, é um combustível de menor qualidade. O biogás é um insumo combustível que tem uma eficiência termodinâmica menor do que se estivesse queimando combustível fóssil”, explicou o pesquisador da UFRJ.

Energia mais barata
Ainda segundo Dantas, a redução da tarifa de energia a partir do biogás proveniente do lixo é ilusória. “Num momento de crise, o preço [do biogás] no mercado à vista está acima de R$ 600 o megawhatt/hora, qualquer coisa é mais barato. Não podemos nos iludir, principalmente porque vivemos em um momento de estresse. A energia eólica, por exemplo é R$ 100 o megawatt/hora”, comparou.

Meio ambiente
De acordo com os especialistas consultados pelo G1, a grande eficácia desse tipo de geração de energia está nas condições ambientais, já que reduz a poluição de metano na atmosfera e é uma solução para os resíduos sólidos. “Talvez a ótica até mais importante é resolver ou minimizar o manejo dos resíduos, você está utilizando esse resíduo para gerar energia está aumentando muito a vida útil dos aterros sanitários. O benefício sócio ambiental que é derivado de você dar uma destinação para esse resíduo sólido urbano”, explicou Dantas.

Segundo Silveira, o método utilizado, com a queima do lixo para acelerar a geração do metano também é importante para o meio ambiente. “Se o biogás for enviado à atmosfera sem passar pelos flaires é 21 vezes mais nocivo para o efeito estufa que o CO2. O aterro sanitário queima isso no flaire para não ter metano indo para a atmosfera, então quando ele queima fica menos nocivo”, disse.

Startup de Curitiba oferece energia solar a 20 reais por mês

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Economizar para evitar surpresas na conta de luz já se tornou um hábito dos brasileiros. Porém, mesmo com as tarifas de consumo de energia pesando no bolso, nem tudo está perdido: isso porque surgem startups que trazem soluções melhores (e mais baratas) para a geração de eletricidade.

A curitibana Renova Green é uma delas. Aproveitando a tendência da energia solar no mundo todo – basta olhar o sucesso da startup americana Solar City,recentemente comprada pela Tesla –, o negócio quer que você produza sua própria energia, por meio da instalação de painéis solares alugados.

“De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), até o ano 2024 teremos mais 1,2 milhão de sistemas fotovoltaicos instalados em telhados por todo o país. Temos certeza que os brasileiros irão abraçar essa causa assim que conhecerem o nosso sistema. Além de disponibilizarmos uma fonte de energia com menor impacto ambiental, oferecemos o melhor custo-benefício para o consumidor”, afirma o co-fundador Reinaldo Cardoso.

Cardoso trabalhou como engenheiro de projetos na área de petróleo, passando anos embarcado em uma plataforma petrolífera. Um MBA que combinava gerenciamento de projetos e sustentabilidade, porém, acendeu seu interesse para fontes de energia renováveis.

O resultado de sua pesquisa de negócio chamou a atenção da aceleradora ISAE Business, do Instituto Superior de Administração e Economia (ISAE). Depois de três meses de aceleração e de testes com os primeiros consumidores, a Renova Green já procura investimento e vê um grande potencial de expansão pelo Brasil.

Idas e vindas

No entanto, não foi fácil chegar ao modelo de aluguel de painéis: como todo negócio que envolve inovação, foi preciso que a Renova Green fizesse ajustes ao longo do tempo.

O negócio começou no ano passado, trabalhando com diversas soluções de eficiência energética, como reaproveitamento de água. “Nascemos com a proposta de popularizar novas tecnologias e oferecer projetos de sustentabilidade mais acessíveis aos nossos clientes. Queríamos trazer a eles o que antes só havia para indústrias e para clientes de alto poder aquisitivo”, explica Cardoso.

A Renova Green começou atuando em pequenos comércios e condomínios. “Porém, vimos que nosso alcance era limitado. Tínhamos dificuldade em fechar projetos, justamente porque fazíamos de tudo sem ser especialista em nada.”

A partir dessa dificuldade, o empreendedor começou a pesquisar mais sobre energia solar: viu o tamanho do mercado e quais eram as formas de desenvolver projetos de baixo custo na área. Com isso, a Renova Green desenvolveu um mini-kit de energia solar, para ser vendido em redes varejistas – o negócio lucraria tanto com a revenda quanto com a instalação do equipamento.

Porém, essa proposta também não era a ideal. “Entramos em contato com lojas físicas e online, mas a energia solar ainda está distante da realidade dos varejistas. As pessoas viam ainda como um investimento de longo prazo – o equipamento custa 2.990 reais e o retorno esperado varia entre oito e dez anos”, explica Cardoso.

A startup então buscou soluções similares em outros mercados para se inspirar. No mercado europoeu, a venda do sistema era o modelo mais usado: lá, a mentalidade de consumo a longo prazo é mais comum do que no Brasil, afirma o empreendedor.

Já no mercado americano, a Renova Green encontrou um modelo diferente, que acabou usando como inspiração: a startup SolarCity. Nesse modelo, o negócio oferece o equipamento e o usuário paga de acordo com a energia gerada no sistema.

Foi aí que a empresa de Cardoso começou a ganhar musculatura. Com a nova proposta, a startup passou pela aceleração da ISAE. “Esse programa de três meses nos ajudou muito a fazer o lançamento do modelo, em agosto. Já tínhamos a ideia e o produto desenvolvidos, mas faltava modelar o plano de negócios no sentido de colocar a startup no mercado de uma forma mais concreta”, afirma.

Como funciona?

Desde 2012, a ANEEL já garante a possibilidade de minigeração doméstica de energia – ou seja, o consumidor pode instalar pequenos geradores, tais como painéis solares ou microturbinas eólicas, em casa ou em seu negócio.

Porém, como já vimos, isso não é tão simples assim: comprar e instalar painéis solares não sai barato, ainda que gere um alívio nas contas de consumo de energia.

Para resolver esse problema, a Renova Green resolveu alugar os painéis por meio de uma assinatura mensal, e não simplesmente vendê-los.

O cliente da Renova Green se cadastra por meio do site da startup e pode tirar dúvidas antes de fechar o contrato. Depois, faz o agendamento da instalação de painéis solares, pagando uma taxa de 199 reais. A manutenção do equipamento está garantida no contrato. Segundo Cardoso, em um ano de uso o cliente já recebe o retorno por essa taxa.

A partir daí, o usuário paga uma mensalidade de 19,90 por mês, tendo como base uma geração de 60kWh/mês. Segundo a Renova Green, sua solução gera uma redução média de 40 reais por mês na conta de luz em Curitiba, tendo como base esse consumo. Ou seja: com a mensalidade de 19,90, a economia é de cerca de 20 reais. O restante do consumo vem pela conta de luz normalmente.

A startup está desenhando valores de mensalidade mais altos por uma geração de energia maior – quanto maior o consumo, maior a porcentagem de economia sobre a conta tradicional de luz.

Para um plano de 500kWh/mês, por exemplo, a economia varia de 8% (contratação de um painel, por 19,90, e pagamento do restante de forma tradicional) a 25% (suprimento total por meio de painéis solares). Segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o consumo médio residencial por mês em 2015 foi de 160kWh.

Para a Renova Green conseguir retornar o valor investido no equipamento, foi preciso desenhar um contrato de fidelidade de 240 meses (20 anos). Se o assinante quiser cancelar antes do prazo, será cobrada uma taxa de desinstalação do sistema. É possível transferir a titularidade do contrato ou realizar uma mudança de endereço.

“Como começamos agora, estamos vendo a reação do mercado e adaptaremos se necessário. Tivemos feedback de gente que aceitou esses termos e de gente que desistiu justamente pelo contrato de longo prazo”, explica Cardoso.

“Mesmo assim, nossa previsão de taxa de desistência é baixa, já que temos uma economia garantida na conta de luz. A mensalidade só aumenta se o consumo energético aumentar e, nesse caso, a taxa de redução de custo também aumenta em relação à conta tradicional.”]

Veja um vídeo resumindo o funcionamento do negócio:

França inaugura trecho de estrada pavimentada com painéis solares

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A França inaugurou nesta quinta-feira (22/12) o primeiro trecho da estrada pavimentada com painéis solares especialmente sólidos em uma via local na Normandia, que conta com 1 km de extensão. Trata-se de um projeto pioneiro que prevê alimentar a iluminação pública de uma cidade de 5 mil habitantes.

No entanto, este projeto recebeu as críticas de diversas organizações ambientalistas que consideram seu custo, 5 milhões de euros, exagerado para a quantidade de energia que pode produzir.

A ministra do Meio Ambiente, Ségolène Royal, encarregada de inaugurar a infraestrutura, afirmou que trata-se de uma ideia que vai em linha com a transição energética do país rumo às energias renováveis. Segundo seu departamento, este tipo de painel solar é especialmente concebido para suportar o peso de qualquer veículo, incluído o de caminhões, e garantir a aderência dos pneus. A França tem um milhão de estradas e asfaltando um quarto das mesmas, o país alcançaria sua independência energética.

Pelo trecho inaugurado, um quilômetro de uma estrada departamental que conduz ao município normando de Tourouvre-au-Perche, calcula-se que circulem 2 mil automobilistas por dia. Segundo os cálculos dos responsáveis do projeto, o trânsito ocupa a estrada apenas 20% do tempo, por isso não lhe priva de muita exposição solar.

Os 2.800 metros quadrados asfaltados com este material especial na Normandia são o resultado de cinco anos de testes com pequenos lances instalados em estacionamentos ou diante de edifícios públicos.

Algumas associações ecologistas criticam que com este tipo de obras, o governo busque um efeito sem autênticos progressos. “Sem dúvida é um avanço técnico, mas para desenvolver as energias renováveis há outras prioridades do que este brinquedo que sabemos que é muito caro, mas não funciona bem”, disse ao jornal “Le Monde” o vice-presidente da Rede para a Transição Energética (CLER), Marc Jedliczka.

Com efeito, o preço do quilowatt produzido nesta via solar é de uns 17 euros, frente aos 1,3 euros para a geração de em uma instalação fotovoltaica em um telhado. Os especialistas destacam que as instalações inclinadas são mais eficientes na hora de produzir eletricidade, uma desvantagem desta iniciativa, pois está em posição horizontal. Sem contar com a resistência real destes painéis da estrada para a passagem dos veículos, o clima e outras circunstâncias.

Os responsáveis do projeto sustentam que o trecho inaugurado é uma prova de que o preço da infraestrutura diminuirá à medida que aumente a demanda, o que barateará também o custo da energia produzida. Em 2020, disseram, o preço do quilowatt produzido em uma estrada solar será similar ao de outra usina de energia solar.

 

Painéis solares espaciais poderão enviar energia elétrica sem fios para qualquer ponto do mundo

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Os japoneses estão desenvolvendo tecnologia de transmissão de energia sem fios proveniente de painéis solares espaciais. A ideia é futurista. Já pensou em como seria não ter que recarregar o seu celular durante todo o dia?

Depois de os japoneses apostarem na tecnologia sem fio para a internet e de serem capazes de transmitir energia elétrica sem fios para pneus de carros, a aposta agora concentra-se em desenvolver um sistema capaz de enviar grandes quantidades de energia elétrica à distância.

Criar um painel solar no espaço que seja capaz de concentrar grandes quantidades de energia e as enviar a vários receptores na terra, via micro-ondas, e que não seja influenciado pela própria meteorologia é o foco de uma equipe de investigadores japoneses.

E foi no Japão, durante a feira de eletrônica Ceatec que a Japan Space Systems apresentou algumas das antenas capazes de receber as transmissões de micro-ondas de alta potência. São antenas sintonizadas na frequência de 5.8GHz e chamam-se “Rectenna”. Uma rectenna é uma antena retificadora usada para converter energia eletromagnética em corrente elétrica contínua DC.

A antena é capaz de transmitir energia a uma distância de 50 metros, envia 1.8 kilowatts, mede 1,2 metros quadrados e pode armazenar 340 watts de uma outra antena receptora (com 2,6 metros por 2,3 metros).

Mas que outros impactos poderão ter estes avanços tecnológicos ao serem capazes de concentrar grandes quantidades de energia do sol e enviá-las para a Terra?

Enviar energia para áreas atingidas por desastres naturais é um desejo que poderá ser realizado, bem como enviar energia a curta distância a fábricas, para que máquinas, estações de trabalho e sensores possam funcionar sem precisar de novos cabos de alimentação.

Estas ideias não são novas e outros países tentaram fazer esta captação de energia solar no espaço. A Mitsubishi Heavy Industries também está trabalhando com o objetivo de enviar energia à distância e já foi capaz, no ano passado, de enviar 10kW de energia a uma distância de aproximadamente 500 metros. Para o conseguir, os pesquisadores recorreram a amplas matrizes de transmissão e receção.

Por agora, a principal preocupação dos japoneses é reduzir perdas de transmissão que ainda se registram de forma significativa. Resta-nos continuar a sonhar e aguardar que estes objetivos futuristas se concretizem muito rapidamente, cumprindo sempre uma preocupação ambiental e simplificadora da vida atual.

Rede elétrica inteligente reduz consumo de energia

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Há quase duas décadas, o Brasil viveu uma era de apagões. Atualmente, com a crise econômica, o País trabalha com excedente de energia até 2020. A rede elétrica inteligente (smart grid) pode garantir um consumo eficiente de energia, para que o País não enfrente problemas com a retomada da economia.

Com sensores espalhados pela cidade, garantindo eficiência energética tanto de espaços públicos quanto de privados, o brasileiro deve aprender a consumir melhor a energia.

“O usuário terá em mãos o consumo detalhado da sua conta. Como num futuro próximo os objetos estarão todos conectados, ele poderá ver o melhor horário para programar a sua lavagem de roupa, por exemplo”, explica José Roberto Silva, consultor de serviços da CGI no Brasil.

Medidores inteligentes

Para o especialista, a tecnologia de smart grid ajudará o consumidor e o governo a economizarem. Isso porque, com a implantação de medidores inteligentes, que começam a ser instalados no País, as fraudes de energia passam a ser praticamente nulas.

A expectativa, no entanto, é de não ver projetos de larga escala em prática tão rápido quanto em outros países.

“Para que as cidades inteligentes saiam do papel seria necessário uma revolução. O investimento é alto e alguém precisaria pagar a conta, mas ainda não ficou acertado se quem precisará pagar é próprio consumidor ou o governo”, diz Silva.

As crises econômica e política devem ser os principais fatores a atrasar os investimentos.

“Apesar de o governo ter criado um grupo para debater cidades inteligentes, acho muito difícil que ele esteja disposto a ter esse alto investimento agora. O Brasil é um País continental, desigual e que precisaria de muito esforço para levar a tecnologia. Não podemos esquecer que ainda há locais que sequer existe energia elétrica”, explica Marco Afonso, diretor de consultoria de utilities da CGI.

Energias renováveis

A tecnologia brasileira para energias renováveis é outra aposta do setor.

Com o avanço estrutural dos parques eólicos no Nordeste, a energia solar começa a engatinhar como uma oportunidade de geração para o País.

“O Brasil é perfeito para as energias renováveis e o governo passa a ver um potencial enorme para isso. Até porque a geração de energia elétrica por hidrelétricas está cada vez mais complicada”, completa Afonso.

No Brasil, a energia eólica tem se tornado um campo promissor para startups.

L’éolien 2.0 – a árvore que transforma energia eólica em eletricidade

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Imagine-se num espaço ao ar livre rodeado por árvores e em que essas árvores produzem energia. Sim isso agora poderá ser uma realidade a curto prazo com a L’éolien 2.0.

A empresa francesa R&D New Wind desenvolveu um sistema de geração de energia limpa em forma de árvore a L’éolien 2.0. Esta tecnologia envolve uma estrutura em forma de árvore em que cada folha desta árvore é uma mini turbina eólica capaz de gerar energia a partir de uma pequena quantidade de vento.

O que faz deste projeto particularmente interessante é o facto de ser bastante adequado para locais urbanos, e locais que requerem alguma estética refinada, como por exemplo jardins, fachadas de edifícios, ruas urbanas, parques lúdicos, etc.

A R&D New Wind denominou este projeto de L’éolien 2.0 e afirma que esta “árvore eólica” pode operar em qualquer tipo de condições de vento quer a nível de intensidade quer a nível de direção.

O sistema é modular, pelo que a sua capacidade de geração de energia pode ser adaptada e aumentada, podendo começar nos 500w e depois ir-se adicionando as tais folhas mini turbinas podendo-se perfazer um total de 3Kw.

Por falar em capacidade de produção de energia, a R&D New Wind afirma que a L’éolien 2.0 é capaz de produzir 1.320 kWh com ventos de baixa intensidade de 3 metros por segundo elevando para uma produção de 2.650 kWh quando a intensidade desse vento sobe para os 5 metros por segundo.

De modo a salvaguardar toda o seu design exterior e elegância, todos os sistemas elétricos como cabos, geradores e outros componentes elétricos estão bem escondidos no interior da sua estrutura interna de aço, mantendo desta forma toda a sua beleza exterior.

O fabricante enumera algumas vantagens deste sistema como é o facto de ele ser completamente silencioso, de se poder ligar diretamente ao fornecimento rede elétrica.

Mas a principal vantagem desta tecnologia segundo a R&D New Wind é a capacidade de um melhor aproveitamento do vento em comparação com os outros modelos eólicos tradicionais, isto porque a L’éolien 2.0 necessita de menos força, ou seja, de menos vento para que as suas turbinas girem.

Quanto à rentabilidade, o fabricante avança que esta árvore eólica consegue ter um período de funcionamento anual de em média 280 dias, enquanto para os outros sistemas por assim dizer tradicionais o aproveitamento é de cerca de 180 a 200 dias por ano.

Primeira unidade de queima de lixo para energia será construída em 2017 em SP

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Chamada de Unidade de Recuperação Energética (URE), a primeira planta de queima de lixo urbano para geração de energia elétrica deve começar a ser construída ainda no primeiro trimestre de 2017, na cidade de Barueri, no estado de São Paulo.

Esta planta segue o mesmo modelo das usinas de países como Suécia, Noruega, Países Baixos e Alemanha. Em inglês, esse tipo de geração de energia é chamada de Waste to Energy (WTE), ou “Lixo para Energia”.

Na planta brasileira, os resíduos sólidos são queimados com a técnica chamada Mass Burn, ou seja, não requer nenhum tratamento prévio ou separação. Estes resíduos sólidos entram em combustão, gerando vapor que movimenta turbinas da mesma forma que uma usina termoelétrica faria. Parte da energia elétrica gerada é usada na própria planta, enquanto 87% segue para as redes de energia da cidade.

A URE de Barueri terá capacidade total de 825 toneladas de resíduos sólidos por dia, com geração de energia elétrica de 17.5 MW/h, sendo que 15MW/h serão exportados, suficiente para 8 mil residências.

A principal vantagem desse tipo de gestão de resíduos sólidos urbanos é que há baixa emissão de ruído e de odores, o que permite sua localização dentro das cidades. Algumas das usinas deste tipo estão no centro de cidades como Mônaco, Minneapolis e Vienna. A maioria dos turistas não sabe, mas em Paris, há uma planta WTE localizada a poucos metros da Torre Eiffel.

 Assim, não é necessário transportar todo o lixo para regiões distantes de onde o lixo é gerado. De todo o volume de lixo que entra na usina, apenas 5% não pode ser aproveitado e é descartado no aterro sanitário.

Para garantir que não haverá contaminação do ar pela planta, há um sistema seco de tratamento de gases de combustão que remove componentes ácidos, metais e dioxinas dos gases de combustão e filtros de mangas retiram poeira e partículas. Na usina de Barueri, o controle de emissões será disponibilizado online para a população.

Há outros projetos de Usinas de Recuperação Energética em andamento em outras regiões do Brasil, como a de São Bernardo do Campo, que está em fase de licenciamento.

Confira vídeo que apresenta a usina de Barueri:

Engenharia Elétrica Perfil Profissional

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Profissional habilitado a trabalhar com sistemas de automação e controle e sistemas de potência. As atividades englobam projeto, desenvolvimento e construção de sistemas de controle e automação industrial, comercial e predial. O curso busca desenvolver o raciocínio espacial, a habilidade numérica, a exatidão, a meticulosidade e a familiaridade com equipamentos e sistemas de automação e controle.

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Quisque tincidunt arcu eu varius vestibulum.

Indústrias que possuam sistemas de automação e controle, indústrias do setor eletroeletrônico, concessionárias de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica, empresas de prestação de serviços e/ou consultoria, empresas de comercialização de equipamentos elétricos e eletrônicos. Além disso, o profissional também pode seguir a carreira científica ou acadêmica, atuando em centros de pesquisa e em universidades públicas ou particulares.

 

Metro cúbico mais frio do Universo vai desvendar antimatéria

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jk1Frio universal

Enquanto a NASA se prepara para criar a matéria mais fria do universo dentro da Estação Espacial Internacional, em um laboratório subterrâneo na Itália, uma equipe internacional de cientistas já criou o metro cúbico mais frio de que se tem notícia.

A câmara, aproximadamente do tamanho de uma geladeira, atingiu 6 milliKelvin, ou -273,144º C.

O teste é uma preparação para um estudo inédito sobre os neutrinos, partículas um tanto fantasmagóricas que podem ser a chave para a existência da matéria, esta matéria de que somos feitos.

A colaboração responsável pela refrigeração recorde é chamada CUORE (Cryogenic Underground Observatory for Rare Events, ou Observatório Criogênico para Eventos Raros). A colaboração CUORE é formada por 157 físicos da Itália, China, EUA, Espanha e França, e está trabalhando nas instalações subterrâneas do Laboratório Gran Sasso, na Itália.

“Nós estamos construindo este experimento há quase dez anos,” conta Yury Kolomensky, da Universidade da Califórnia em Berkeley. “Esta é uma tremenda façanha de criogenia. Nós superamos a meta dos 10 milliKelvin. Nada tão grande no Universo jamais foi tão frio.”

A alegação de que nenhum outro objeto de tamanho e temperatura semelhantes – seja natural ou feito pelo homem – existe no Universo foi detalhado em um artigo recente de autoria de Jonathan Ouellet, ainda não aceito para publicação.

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Neutrinos, matéria e antimatéria

A fim de atingir temperatura tão baixas, a equipe usou um design de multicâmaras parecidas com bonecas russas: seis câmaras no total, cada uma ficando progressivamente menor e mais fria.

O objetivo final para esse metro cúbico mais frio do Universo é abrigar um novo detector ultrassensível.

O objetivo da colaboração CUORE é observar um processo hipotético muito raro, chamado “decaimento beta duplo sem neutrino”. Se esse processo realmente existir e puder ser detectado, ele poderá permitir que os físicos demonstrem pela primeira vez que os neutrinos são suas próprias antipartículas.

Isto ofereceria uma possível explicação para a abundância da matéria em relação à antimatéria no nosso Universo. Em outras palavras, por que as galáxias, estrelas, planetas – e pessoas – existem, não tendo sido aniquiladas pela antimatéria desde o início do Universo, quando ambas – matéria e antimatéria – presumidamente teriam sido produzidas em quantidades idênticas.

Para detectar o decaimento beta duplo sem neutrino, a equipe está usando um detector composto por 19 torres independentes de cristais de dióxido de telúrio (TeO2) – cada torre é formada por 52 cristais, cada um pouco menor do que um cubo mágico.

A equipe espera poder detectar sinais do processo radioativo raro dentro destes cristais em forma de cubo, uma vez que o fenômeno produziria um aumento de temperatura ínfimo, que poderá ser captado por sensores altamente sensíveis à temperatura.

Semana de Engenharia Elétrica 2014

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Com a participação de 150 alunos e com  15 minicursos 3 palestras além do desafio tecnológico (DTec), uma olimpíada de circuitos e mais, o evento foi um sucesso!
Alunos de diferentes instituições vieram prestigiar o evento que desde março deste ano é planejado. Os organizadores informaram que foi um trabalho árduo para atender as expectativas de um público que nas últimas edições tem, cada vez mais, participado do evento deixando-os contentes com os resultados e ansiosos para a próxima edição do mesmo.

Minicursos como Arduíno, Redes Neurais e MATLAB são exemplos de trabalhos com plataformas, teorias não estudadas na universidade e até complementação de algo que já é visto e tudo estudado da melhor maneira para ser passado a alunos do primeiro ao último ano de curso, os outros 13 cursos também contaram com massiva participação com no total 10 dos 15 ofertados esgotados.
Além disso, o momento máximo do evento contou com uma mesa redonda discutindo a situação da matriz energética do país e o caso “Belo Monte”. Mais de 200 pessoas foram contadas no evento, em seu meio professores e alunos de outros cursos, a fim de ouvir profissionais de diferentes áreas ( Geografia, Ambiental e  Engenharia) discutindo o assunto. “A mesa é uma iniciativa ótima, uma oportunidade de mostrarmos aos alunos e discutirmos com profissionais de outras áreas assuntos tão sérios, uma oportunidade de levar uma realidade técnica para muitos que se contentam com o que escutam na televisão” – palavras de um dos organizadores do evento.

A semana infelizmente terminou, mas muitos já estão à espera de quem sabe um “bis” em semestre ímpar também, afinal muitos minicursos tinham choque de horário e para parte considerável de inscritos boas coisas devem acontecer mais vezes.

Mais informações: http://www.seel.ufc.br

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